sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cavalos, finalmente! (14/02)

Hoje pulei da cama como há muito não fazia. Estava sorrindo, cantando e galopando e trotando de um lado para o outro da casa.
Basicamente engoli de uma só fez meu café da manhã e mal podia esperar para ir para a escola.
Hoje, e em todas as sextas feiras que virão, não tive a Form Class: fui direto para a sala internacional onde estavam reunidos todos os alunos internacionais, não só os que entraram este ano. Aquilo funcionou como uma Form Class, na verdade, pois deram notícias, avisos e todo o resto. Eu não conseguia me conter em mim mesma! Estava explodindo de ansiedade por dentro e queria ir logo ao que interessa: cavalos, cavalos, cavalos e mais cavalos.
Depois do que pareceu a eternidade, mas que durou só meia hora, finalmente colocaram todos os alunos que fariam equitação e sailing (não sei falar isso em português, mas suponho que deve ser algo tipo navegação) em um ônibus e partimos.
As amazonas de plantão foram deixadas primeiros. Havia cinco de nós: Trees, Julia, Momo, Alena (não é a minha host-sister, essa é outra alemã) e eu. Todas, exceto Momo têm prática na equitação, o que me deixou bem aliviada.
O que houve a seguir foi meio desesperador: fomos recebidas depois de um tempo por Kate, a dona do local, até aí tudo bem. As meninas trocaram de roupas (eu fiz questão de já chegar lá toda equipada) e TA-DÁ! Ficamos esperando alguma coisa acontecer durante um tempão! Demorou muito até que aparecessem com cavalos. Resolvi tentar ajudá-los a selar para agilizar as coisas, mas não deu muito certo: ou eles não confiaram em mim quando disse que sabia selar ou não queriam ajuda de uma menina intrometida metida à amazona.
Passou-se um tempo e os animais estavam selados. PORÉM, como sempre tem um porém, adivinha o que estava faltando? Cabeçadas! Pra quem não sabe, cabeçada é aqui que vai na cabeça (dã) do cavalo, é cheia de tirinhas de couro com vários ajustes pro animal e, muito importante: segura o bridão (o negócio que fica na boca do cavalo e, entre outras coisas, funciona como freio). Eu e as outras garotas hesitamos (menos Momo). Mas fazer o quê... seguimos em frente.
Mesmo com os animais devidamente (ou quase) selados, tivemos que esperar por sabe-se lá o que para montar. Uhul. Ah, eles não usam ferradura e não moram em baias, ficam soltos em gigantescas campinas.
Quando finalmente Kate ressurgiu das cinzas, ela quis ter uma ideia das nossas experiências e tals. Indaguei que fim levou o formulário que preenchemos na escola onde dizíamos exatamente o que ela nos perguntava.
Depois do interrogatório, fomos apresentadas aos cavalos que montaríamos. A mim, fora designada Lily. Para ser bem sincera, como venho sendo durante este post, todos aqueles cavalos passavam um ar de pengarés de hotel fazenda, sabe? Nem escovados eles foram, suas crinas estavam compridíssimas e embaraçadas e seus cascos precisando de cuidados. Mas eles pareciam saudáveis, pois como todo bom cavalo de hotel fazenda, eles estavam gordos.
Mesmo depois de apresentadas aos cavalos, não pudemos montar, pois faríamos some ground work (como você pode perceber, estou ficando com preguiça de traduzir algumas coisas. Se você não entendê-las, duas palavras: Google it!). E eu realmente gostei do que fizemos!
Levamos nossos cavalos para uma área aberta e tínhamos a seguinte tarefa: apoiando uma mão no meio do focinho e a outra atrás da orelha e, com movimentos de pressão e alívio gentis, devíamos fazer com que os animais abaixassem a cabeça. Kate explicou: quando os cavalos ficam com a cabeça erguida, nos mostram que não estão sossegados, que estão alerta à espera da próxima coisa que vai tentar devorá-los (palavras dela). Por tanto, ao abaixarem a cabeça, estarão mais relaxados e à vontade.
Como eu sou um ímã que só atrai cavalos de personalidade forte, Lily mostrou alguma resistência no início e parecia preferir fazer o oposto. Demorou um pouco, mas eu finalmente consegui abaixar a cabeça dela com movimentos gentis e um pouco de força, devo admitir. Achei mágico.
Depois disso, devíamos usar a corda do cabresto (que está no lugar da cabeçada e é simplesmente uma corda amarrada de tal jeito que pode funcionar como uma cabeçada, mas sem rédeas e bridão) para fazer os animais se afastarem de nós e então se aproximarem. Comecei a chacoalhar a corda e adivinha: Lily chegou mais perto de mim! Usei então as técnicas que às vezes tenho que usar com o Chocolate: comecei a pular e espernear na frente da égua. E não é que deu certo? Ela recuou! Para fazê-la voltar foi rapidinho.
Estou com preguiça de comentar os outros trabalhos que fizemos do chão, mas foram todos desse tipo. Horsemanship nas veias!
Quando finalmente pudemos montar PUF! Kate desapareceu e ficamos a ver navios. Só que desta vez, de cima de cavalos. Foram em momentos como este que senti falta do estilo pauliano de dar aulas (pra quem não sabe, Paula é o nome da minha querida e amada professora de hipismo).
Ficamos paradas embaixo do sol escaldante durante um tempão, até que ela apareceu de novo. Assim, fomos todas para um redondel, onde treinamos fazer umas curvas especiais (cujos nomes esqueci) e a fazer altos (parar o cavalo) quadradinhos, que é o que queremos em uma prova de adestramento.
E acabou! Já era sabe-se lá que horas e tínhamos que soltar os cavalos e almoçar. Tentei convencer Kate, com o apoio das meninas, que não precisamos de almoço, mas ela não se deixou levar.
Tiramos o material dos animais e soltamos eles no pasto de cabresto. O almoço durou um tempo exageradamente grande e todas queríamos voltar para cima dos cavalos. Mas não nos deixaram fazer isso, tivemos que esperar por uma hora. Enquanto isso, fomos ver uns potrinhos lindos que estavam por ali.

Acho que para um post este aqui já está grande o suficiente. Mais tarde escrevo a segunda parte do meu dia e posto mais fotos! Se você leu até aqui agradeço muito, de verdade, afinal foram 1010 palavras escritas.
Recepção
Da direita pra esquerda: Trees, Júlia, Eu, Alena e Momo
Sou linda
Lily and I
No rendondel  (repare no cabresto)
Tchauzinho




Nenhum comentário:

Postar um comentário