Nova Zelândia, cheguei!
05.02
Acho que foi só
hoje que meu intercâmbio começou de verdade. Assim que virei a esquina e
caminhei pelos corredores da minha nova escola deixando para trás pai e irmã, a
nova etapa da minha vida ganhou forma.
Não foi fácil
virar aquela esquina. Não foi fácil segurar novas lágrimas e secar as antigas.
Não foi fácil ir à sala de aula e sempre responder que estava tudo bem quando
na verdade queria dizer que sentia saudades da minha mãe, irmã, pai, namorado,
cadelas, cachorros, cavalos, amigos, bichinhos de pelúcia... Mas eu sabia que não escolhi um caminho fácil.
Ir para o outro lado do mundo e conviver com novas pessoas, línguas, ambientes
e culturas e hábitos não é fácil, então por que o resto deveria ser menos
complicado?
Hoje não fiquei
nervosa ao entrar na sala de aula. Acho que foi porque outro imenso sentimento
tomava conta de mim.
A meu ver, hoje
não fizemos nada de muito útil. O evento do dia foi (finalmente) fazer o meu
teste de inglês, que não estava muito difícil, mas que em alguns momentos me
deixou bem confusa. Também fomos ao “centro” criar uma conta no banco local. Lá
conversei com duas novas pessoas: Trees, de 18 anos da Bélgica e Lukas, de 16
anos da Alemanha. Me diverti muito com eles.
E finalmente fui
à minha nova casa. Judith e eu conversamos bastante sobre os deveres do lar (sou
tão feliz por ela ser uma velhinha com bastante tempo livre: ela faz quase
tudo!) e desfiz minhas malas enquanto conversava com o Rapha pelo WhatsApp. Foi
um momento muito bom aquele. Adoro organizar minhas coisas, pois tenho a
impressão de que ao mesmo tempo estou organizando minha vida. A Alina apareceu
nesse meio tempo e nós conversamos um pouco. Ela é muito legal.
Antes do jantar
conversei com meu pai. Foi muito bom, mas também ajudou a dar uma martelada no
meu coração e passei boa parte do resto de dia chorando. Ele tornou a me ligar
várias vezes e o resultado sempre foi o mesmo: choro, choro, choro e mais
choro. Dizem que as primeiras semanas são as mais difíceis, mas ninguém falou
nada sobre passar por elas de tpm.
Acabei de tomar o
banho mais rápido da minha vida e receber outra ligação do meu pai (estou
chorando até agora). A Alina já foi dormir (não são nem nove horas da noite) e
vou tentar a sorte e pedir pra Judith ligar a wi-fi, assim consigo criar um
blog e postar isto nele.
Oi Bê estou orgulhosa de você.
ResponderExcluirDesejo que você realize os seu sonhos, sempre!
Mas o que ninguém nunca conta pra gente é que para realizar os sonhos, precisamos crescer... Para crescermos precisamos transpor desafios... E para enfrentarmos os desafios, as vezes, precisamos chorar. Esse é um ciclo da vida.
O novo, o desconhecido, o inusitado é assustador mas ao mesmo tempo é maravilhoso pois nos permite explorar e conhecer todo o potencial que trazemos guardado no fundo de nós mesmas e descobrirmos o quanto somos fortes e capazes.
Sendo assim, chore pois as lágrimas ajudam a amolecer as camadas mais duras e nos permite acessar a "gema rara" que trazemos bem no fundo dos nossos corações. Aproveite muito o seu intercâbio e seja feliz. Um grande beijo da tia Naomy.
Betina querida,
ResponderExcluirCoragem! O tempo passa rápido! E concordo com a Naomy: para crescermos, é preciso enfrentar obstáculos. Mas vale a pena e muito.
Depois escrevo mais. Beijo grande de sua tia Tereza
obrigada pelas belas palavras (:
Excluirsaudades
Bê estou sempre com você.
ResponderExcluirAmor,
Tio Oscar