quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Nova Zelândia, cheguei

Nova Zelândia, cheguei!
05.02
Acho que foi só hoje que meu intercâmbio começou de verdade. Assim que virei a esquina e caminhei pelos corredores da minha nova escola deixando para trás pai e irmã, a nova etapa da minha vida ganhou forma.
Não foi fácil virar aquela esquina. Não foi fácil segurar novas lágrimas e secar as antigas. Não foi fácil ir à sala de aula e sempre responder que estava tudo bem quando na verdade queria dizer que sentia saudades da minha mãe, irmã, pai, namorado, cadelas, cachorros, cavalos, amigos, bichinhos de pelúcia...  Mas eu sabia que não escolhi um caminho fácil. Ir para o outro lado do mundo e conviver com novas pessoas, línguas, ambientes e culturas e hábitos não é fácil, então por que o resto deveria ser menos complicado?
Hoje não fiquei nervosa ao entrar na sala de aula. Acho que foi porque outro imenso sentimento tomava conta de mim.
A meu ver, hoje não fizemos nada de muito útil. O evento do dia foi (finalmente) fazer o meu teste de inglês, que não estava muito difícil, mas que em alguns momentos me deixou bem confusa. Também fomos ao “centro” criar uma conta no banco local. Lá conversei com duas novas pessoas: Trees, de 18 anos da Bélgica e Lukas, de 16 anos da Alemanha. Me diverti muito com eles.
E finalmente fui à minha nova casa. Judith e eu conversamos bastante sobre os deveres do lar (sou tão feliz por ela ser uma velhinha com bastante tempo livre: ela faz quase tudo!) e desfiz minhas malas enquanto conversava com o Rapha pelo WhatsApp. Foi um momento muito bom aquele. Adoro organizar minhas coisas, pois tenho a impressão de que ao mesmo tempo estou organizando minha vida. A Alina apareceu nesse meio tempo e nós conversamos um pouco. Ela é muito legal.
Antes do jantar conversei com meu pai. Foi muito bom, mas também ajudou a dar uma martelada no meu coração e passei boa parte do resto de dia chorando. Ele tornou a me ligar várias vezes e o resultado sempre foi o mesmo: choro, choro, choro e mais choro. Dizem que as primeiras semanas são as mais difíceis, mas ninguém falou nada sobre passar por elas de tpm.

Acabei de tomar o banho mais rápido da minha vida e receber outra ligação do meu pai (estou chorando até agora). A Alina já foi dormir (não são nem nove horas da noite) e vou tentar a sorte e pedir pra Judith ligar a wi-fi, assim consigo criar um blog e postar isto nele. 

4 comentários:

  1. Oi Bê estou orgulhosa de você.
    Desejo que você realize os seu sonhos, sempre!
    Mas o que ninguém nunca conta pra gente é que para realizar os sonhos, precisamos crescer... Para crescermos precisamos transpor desafios... E para enfrentarmos os desafios, as vezes, precisamos chorar. Esse é um ciclo da vida.
    O novo, o desconhecido, o inusitado é assustador mas ao mesmo tempo é maravilhoso pois nos permite explorar e conhecer todo o potencial que trazemos guardado no fundo de nós mesmas e descobrirmos o quanto somos fortes e capazes.
    Sendo assim, chore pois as lágrimas ajudam a amolecer as camadas mais duras e nos permite acessar a "gema rara" que trazemos bem no fundo dos nossos corações. Aproveite muito o seu intercâbio e seja feliz. Um grande beijo da tia Naomy.

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  2. Betina querida,
    Coragem! O tempo passa rápido! E concordo com a Naomy: para crescermos, é preciso enfrentar obstáculos. Mas vale a pena e muito.
    Depois escrevo mais. Beijo grande de sua tia Tereza

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  3. Bê estou sempre com você.
    Amor,
    Tio Oscar

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